segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Interestelar.


Por André Brandalise

Interestelar “Nós sempre nos definimos pela capacidade de superar o impossível.” (Cooper)

Sinopse: A Terra está à beira do colapso. Boa parte de suas reservas naturais acabaram e um grupo de astronautas recebe a missão de encontrar um planeta para receber a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa.

Christopher Nolan “brinca” com ficção científica há algum tempo, em bons filmes como “Amnésia” (2000), “O Grande Truque” (2006) e “A Origem” (2010), mas em Interestelar supera e muito seus limites. Ao contrário do que possa parecer, não se trata de uma discussão sobre se estamos sozinhos no universo ou não (como já vimos no filme Contato - que já foi analisado e recomendado por nós), mas todo o enredo é sobre a sobrevivência da espécie humana e até que ponto estamos dispostos a arriscar ou lutar por ela.

Durante todo o filme são exploradas várias teorias da física, como o buraco negro, buraco de minhoca e relatividade, tudo com apoio e embasamento trazido pelo físico teórico Kip Thorne. Buscou-se uma “fidelidade científica” em todas as teorias físicas apresentadas, o que traz maior mérito à produção, mas alguns questionamentos sociais e morais feitos são o grande motor do filme: o quanto você estaria disposto a arriscar ou sacrificar pela humanidade ou pelos que lhe são próximos?

Em um mundo já condenado, com a comida escassa e as mínimas chances de sobrevivência, aparece uma chance de salvar a humanidade. Se você … sim, meu caro leitor, VOCÊ … pudesse fazer algo neste projeto, até onde iria? Arriscaria a sua vida?

Vale lembrar as palavras do Papa Francisco em sua homilia na Missa de Ramos de 2013:

“E não devemos ter medo do sacrifício. Pensai numa mãe ou num pai: quantos sacrifícios! Mas porque os fazem? Por amor! E como os enfrentam? Com alegria, porque são feitos pelas pessoas que amam. Abraçada com amor, a cruz de Cristo não leva à tristeza, mas à alegria.”


Claro que não é a melhor produção de ficção científica já feita, mas não pode ser desconsiderada e muito menos seus questionamentos. Vale ser visto de preferência no cinema (IMAX ou XD – não precisa ser 3D) e depois se questionar sobre até onde vai a sua capacidade de “superar o impossível”.

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