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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Eu quero ser Deus


Por Lizandra Danielle.

Já estamos cansados de saber que o pecado passou a fazer parte da história do homem quando Eva pegou a fruta proíba e Adão, consentindo com a atitude de desobediência, comeu a fruta. Um pecado deu origem a todos os outros, uma escolha errada fez com que todos os homens pagassem pelas suas consequências.

No entanto, o maior dos pecados cometidos por Adão e Eva não foi a desobediência, mas sim a vontade de ser Deus. Hoje não poderia ser diferente. Cada vez que pecamos estamos dizendo para nós mesmo: ”Eu quero ser Deus!”

Insistimos em ir contra tudo aquilo que Ele, como Criador, nos disse que é melhor para nós, criaturas. Assim, assumimos o lugar de Deus ditando e escolhendo o que é ”melhor” e o que nos trará “felicidade”.

Quando queremos ser Deus errado muito o alvo.
Queremos ser Deus quando, por mera vaidade, alcançar uma posição respeitável no trabalho se torna o objetivo principal da vida, a ponto de sacrificar família e o tempo que deveria ser de Deus. Queremos ser Deus quando nos aborrecemos por algumas vezes não sermos o centro das atenções. Queremos ser Deus quando dedicamos os melhores e os mais longos momentos para satisfazer nossas vontades do dia a dia e deixamos o resto, a sobra do tempo para dedicar a uma leitura da Bíblia ou a uma oração.

A raiz de toda escolha, todo pecado, é a busca pela felicidade. Espera aí, mas a intenção de Deus, ao nos dizer o que é bom ou ruim, não é nos guiar para um caminho que levará à felicidade?! Sim. Então por que buscamos outros caminhos? Porque não aceitamos esperar pela felicidade que Ele nos oferece. Uma felicidade que requer sofrimento e espera, no entanto, é eterna. Já a “felicidade” que buscamos no pecado é instantânea e nos satisfaz no tempo desejado, porém, é finita e sempre vem acompanhada de consequências que nem sempre o homem consegue lidar sozinho.

E assim queremos ser Deus de novo, quando mesmo depois de recebermos o perdão continuamos remoendo a culpa do pecado cometido, por pura falta de confiança na misericórdia Divina e por achar que o nosso pecado é maior que o amor de Deus por nós.


Peçamos para que o Senhor nos mostre como confiar mais perfeitamente no caminho mostrado por Ele e na sua Divina Misericórdia. Pois, mesmo não parecendo, esse caminho é e sempre será o único que nos levará a felicidade e mesmo que um dia nós cairmos na vontade de ser deus de nós mesmos, entreguemos com humildade a vontade da reconciliação.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Sou mais simples que você imagina.


Por Lizandra Danielle.

É incrível a capacidade que temos de complicar o que é simples. O que não percebemos é que nessa capacidade se esconde a nossa falta de vontade, tornando, assim, tudo difícil e complicado de ser alcançado.

Buscamos Deus no óbvio e não conseguimos
achá-lo no que é simples.
A santidade é o alvo principal dessa nossa capacidade. Preocupamos sempre alcançar a santidade através das grandiosidades de nossa fé, buscamos Deus no óbvio e não conseguimos enxergá-lo no que é simples.  Queremos ser capazes de atos heroicos como os dos mártires, de ter visões proféticas, de ter sentimentos arrebatadores, de ter dons extraordinários. Acreditamos que para ser santo é preciso ir para a África fazer grandes obras de caridade, mas fechamos o vidro do carro quando paramos no semáforo. Acreditamos que é necessário fazer estudos aprofundados da fé, mas não compreendemos nem os mais simples versículos da bíblia. Acreditamos que devemos praticar orações e meditações cada vez mais difíceis, mas não conseguimos rezar nem mesmo o Pai Nosso com devoção.

De forma alguma é errado querer isso tudo, muito pelo contrário, é sim muito importante, no entanto, nos esquecemos de que para chegar às grandes coisas, primeiro, devemos aprender a encontrar grandiosidades nas pequenas coisas. Além de ser mais fácil cair no desânimo quando algo parece ser grande demais para nosso tamanho.

Ser santo não é algo complexo demais pra nossa capacidade.
Complicamos o que é simples para que pequenos obstáculos se tornem grandes e assim, transformamos a tarefa de ser santo em algo complexo demais para nossa capacidade. E preferimos não escutar que Deus está constantemente dizendo: “Sou mais simples que você imagina”.

Como diria São Rafael de Arnaiz: “É muito mais difícil ser engenheiro do que ser santo.”


Somos, muitas vezes, como a lagarta que queria ser andorinha. Ela ficava o dia todo olhando e admirando os voos e os belos cantos das andorinhas e sempre reclamava por não poder voar. Fez de sua vida uma busca incessante de alternativas para alcançar seu objetivo, voar.  Mal comia, dizia ser perda de tempo, pois o tempo que perdia comendo poderia estar pensando e arquitetando formas de ganhar asas. Enquanto isso, as outras lagartas faziam o que estavam a seu alcance, comiam. Em pouco tempo, a lagarta enfraqueceu e morreu. E as outras? Deliciaram-se com uma infinidade de variedades de folhas que a floresta oferecia e na hora certa se transformaram em casulo. Ganharam asas. 

sábado, 30 de agosto de 2014

E a Hóstia se faz carne.


Por Lizandra Danielle.

Era dia 18 de agosto de 1996, como de costume Pe. Alejandro Pezet foi para sua paróquia, no centro de Buenos Aires, para celebrar a Missa das sete da noite. Tudo estava muito bem, até quando uma mulher se dirigiu ao padre durante a comunhão e afirmou que havia encontrado uma hóstia em um candelabro da igreja, provavelmente se tratava de uma hóstia profanada. O padre foi até o local, recolheu a hóstia e a mergulhou em um recipiente com água, exatamente como as regras da Igreja ordenam. O recipiente foi guardado no sacrário da igreja para que a hóstia pudesse ser totalmente dissolvida.

Uma semana depois do ocorrido, no dia 26 de agosto o padre foi até a igreja para eliminar a água do recipiente onde a hóstia profanada tinha sido colocada. Ao abrir o sacrário uma surpresa, a límpida água que se encontrava no recipiente há uma semana se tornara um líquido avermelhado e a hóstia em uma massa sanguinolenta.

E outro fato incrível é que na época, o bispo de Buenos Aires, que acompanhou todo o processo de pesquisas em torno do milagre, era Jorge Bergoglio, atual Papa Francisco.

Provas científicas

As pesquisas então começaram a serem feitas. A conselho do bispo Bergoglio, fotos profissionais foram tiradas e a hóstia foi enviada a um laboratório da cidade. Dias depois saem os resultados das análises, a amostra tratava-se de:

a) Um pedaço de tecido miocárdio humano (tecido do coração);
b) Com presença de células vermelhas e brancas de sangue;
c) As células se mantinham vivas como se ainda estivessem no corpo humano.

Essas informações foram guardadas em segredo por três anos. Desafiando as leis naturais, a hóstia se manteve intacta, como se não fosse atingida pelos fatores físicos. E é importante ressaltar que nenhum produto químico ou armazenamento próprio foi usado com o intuito de evitar o processo de decomposição.

Dr. Ricardo Castañón Gómes
recolheu fragmentos para serem analisados
Em 1999 o Dr. Ricardo Castañón Gómes foi chamado para que as investigações fossem retomadas. Ricardo recolheu um fragmento da hóstia e enviou para um laboratório de Nova Iorque, Estados Unidos. Para não haver influência em relação ao resultado das análises, Dr. Ricardo não informou que a amostra se tratava de um fragmento de uma hóstia convertida em carne. Pouco tempo depois o resultado foi apresentado e para a confirmação de todos: o fragmento era parte do tecido muscular de um coração humano. Para maior espanto, mesmo depois de tantos anos, as células continuavam vivas como se ainda estivessem presentes em um corpo humano vivo.

A busca por respostas não terminou por aí. Em 2004 o Dr. Gomez contatou o Dr. Frederic Zugibe e pediu para avaliar uma amostra e percebeu-se que quanto mais se pesquisava, mais os resultados eram assustadores. A declaração do médico foi:

"O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, músculo é responsável pela contração do coração. O ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo. O músculo cardíaco tinha uma condição inflamatória e um grande número de células brancas do sangue, o que indica que o coração estava vivo no momento da colheita da amostra, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Além do mais, essas células brancas do sangue haviam penetrado no tecido, o que indica ainda que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido espancado."

Assustador!!

"Como e por que uma hóstia consagrada pode mudar seu caráter e converter-se em carne viva e sangue humano? Seguirá sendo um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora de minha competência". Dr. Zugibe

De fato, mais uma vez, se trata de um milagre eucarístico. Milagre este, que completa 18 anos, dia 26 de agosto.


Esse milagre ainda não foi comprovado pela Igreja, mas o processo já está sendo analisado e recebe o acompanhamento de Papa Francisco que o presenciou desde o início. 

sábado, 19 de julho de 2014

Nossa Senhora de Fátima e o Milagre do Sol.


Por Lizandra Danielle

Situação histórica na época.

O começo do século XX foi marcado com a invasão do poder comunista, na maior parte do mundo. Lenine planejava com Trotsky espalhar o marxismo pelo mundo, começando pela Península Ibérica (Portugal e Espanha). Em 1910, sete anos antes do Milagre do Sol, o governo comunista assumiu o poder em Portugal, e no mesmo ano, a Alemanha declarou guerra à Rússia.

O principal símbolo do comunismo (Marxismo), que até hoje é usado no mundo, e no governo atual do Brasil, é a estrela vermelha. E por incrível que pareça, Nossa Senhora de Fátima aparece anos depois com uma estrela na barra de sua túnica branca, não a estrela vermelha, mas uma estrela de luz, dourada e resplandecente. O objetivo do comunismo na época (e até hoje) era exterminar a religião apenas em duas gerações, o que não aconteceu. A religião era considerada um obstáculo ao progresso social, o ópio do povo e assim negando a existência de Deus.
Os 3 pastorinhos: Jacinta, Lúcia e Francisco.

Lúcia de Jesus dos Santos

Nasceu em Aljustrel, cidade perto de Fátima, no dia 28 de março em 1907, filha de António dos Santos e Maria Rosa. Foi uma das três crianças que teve a benção de ver, ouvir e falar com Virgem de Fátima. Ela era a única que falava com a Virgem, Jacinta via e ouvia e Francisco apenas via.

Era uma menina típica da época, rural, e já era pastora aos 6 anos, junto com seus primos Jacinta e Francisco.

Em 17 de junho de 1921 entrou no colégio das irmãs doroteias, professou como doroteia e em 1928. Em 1948 entrou no Carmelo de Santa Tereza.
Lúcia faleceu no dia 13 de fevereiro de 2005, com 98 anos de idade.

Jacinta Marto

Também nasceu em Aljustrel, no dia 11 de março de 1910, filha de Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus dos Santos. Ela via e ouvia a Santa, mas não conversava como Lúcia.

Durante e depois das aparições, Jacinta era a que mais praticava a mortificação, como penitência, que a Virgem pediu aos três, pela conversão dos pecadores. Alguns exemplos de mortificação: uma corda bem amarrada na cintura, a utilização da planta Urtiga em algumas partes de corpo para incomodar, etc. É possível que os vários jejuns que fazia, à deixou mais frágil, fazendo com que fosse atingida pela epidemia que estava atacando toda a Europa em 1918, como conseqüência da primeira guerra mundial.

Veio a falecer no dia 20 de fevereiro de 1920. Jacinta foi beatificada no dia 13 de maio de 2000, pelo Beato Papa João Paulo II. No dia 11 de março de 2010 foi comemorado o centenário de seu nascimento, com a presença do Papa Bento XVI.

Francisco Marto

Nasceu em Ourém no dia 11 de junho de 1908, filho mais velho de Manuel Pedro Marto e Olímpia de Jesus dos Santos. Dos três pastorinhos era o único que apenas via Nossa Senhora, não foi permitido a ele ouvir a voz nem falar com a Santa, mas os segredos foram contados à ele por Lúcia  e Jacinta. Também fazia muitas mortificações, que até mesmo Nossa Senhora os pediu moderação. Há relatos de que ele faltava a aula escondido dos pais para fazer companhia á Sagrada Eucaristia na igreja e consolá-Lo pelos pecados do mundo. Como Jacinta, Francisco também foi vítima da epidemia que rondava pela Europa. E faleceu em 1919, em casa. Francisco foi beatificado junto com sua irmã, no dia 13 de março de 2000, pelo Beato Papa João Paulo II.

As aparições em Fátima

Também conhecidos como os pastorinho de Fátima, Lúcia de Jesus dos Santos, com dez anos, Francisco Marto, de nove anos e Jacinta Marto irmã de Francisco, de sete anos, receberam mensagens e segredos confiados a eles pela Virgem Maria Santíssima em Portugal, na cidade de Fátima em 1917.Antes disso, as crianças tiveram a visita de um Anjo em 1916, que veio prepará-los para a futura aparição de Nossa Senhora. O acontecido foi descrito por Lúcia, no livro “Memórias da Ir. Lúcia”.

Ela diz que um anjo com a aparência de uns 14 a 15 anos, aparece aos três como o Anjo da Paz ou Anjo de Portugal, pedindo que junto dele rezem, recitou uma oração e pediu a eles que rezassem sempre desse jeito.

“– Meu Deus! Eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e Vos não amam.”

Em uma segunda aparição, enquanto as três crianças estavam em cima de um poço que era conhecido por eles como Arneiro, que ficava no quintal dos pais de Lúcia, o Anjo falou para que eles sempre oferecessem orações e sacrifícios ao Altíssimo e que Jesus e a Maria Santíssima reservava a eles desígnios de misericórdia. Segundo Lúcia, houve um momento onde o Anjo apareceu com um cálice nas mãos onde tinha uma hóstia suspensa e gostas de sangue saiam dela, logo depois o Anjo os alimentou com o Corpo e o Sangue de Cristo.

“...toma em suas mãos o Cálix e a Hóstia. Dá-me a Sagrada Hóstia a mim e o Sangue do Cálix divide-O pela Jacinta e o Francisco, dizendo ao mesmo tempo:

– Tomai e bebei o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.

E prostrando-se de novo em terra, repetiu conosco outras três vezes a mesma oração.

– Santíssima Trindade, Padre, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço--Vos a conversão dos pobres pecadores.

E desapareceu.”

A primeira aparição da Virgem aconteceu no dia 13 de maio de 1917 na Cova da Iria, em Fátima. A partir daí, a Virgem de Fátima apareceu para as três crianças todo dia 13 de cada mês sempre na mesma hora, durante os 5 meses seguintes, até o mês de outubro, exceto em agosto que foi no dia 19. No início das aparições a Virgem não revelou sua identidade, as crianças à conheciam como uma mulher vestida de branco que aparecia em cima de uma azinheira rodeada de luz, que dizia vir do Céu, e pedia para que eles sempre rezassem o rosário. No dia 13 de julho foi quando Maria Santíssima mostrou aos pastorinhos a visão do inferno, visão que os deixou muito atormentados, viram almas mergulhadas em um mar de fogo, onde só se escutava ranger de dentes, gritos de dor e desespero.

 No dia 13 de agosto, dia marcado para a quarta aparição, o administrador do conselho de Vila Nova de Ourém, enganando as três crianças, conseguiu levá-las para a vila, com o objetivo de não haver mais tumulto e perguntas sobre o assunto, dois dias depois as crianças voltaram para casa, ou seja, não houve aparição no dia marcado, mas sim no dia 19 de agosto, os três estavam em uma propriedade de seus tios, conhecido por Valinhos, quando tiveram a visão de Nossa Senhora em cima de uma azinheira como de costume. Desde o começo ela prometeu que no último mês falaria quem era e faria um milagre onde provaria suas aparições a todos que estivessem ali presentes, pois, ninguém dava credibilidade aos pastorinhos, por serem meras crianças, que poderiam muito bem inventar histórias fantasiosas para chamar atenção. Em todas as aparições a Virgem pede que todos ofereçam sacrifícios pelos pecadores e manda várias mensagens ao mundo, que naquele momento passava por grandes crises e guerras, dizia que se os homens não se arrependessem de seus pecados a guerra não iria acabar.

Na última aparição Nossa Senhora de Fátima se identificou como a Senhora do Rosário, assim pedindo para que sempre rezássemos o rozário em nome de todos os pecadores do mundo.

O Milagre do Sol

O poder divino se manifestou em Fátima, como nossa Mãe Celestial havia prometido. Em um dia muito chuvoso, onde se fez possas de lama por toda parte, o Milagre do Sol foi presenciado por uma grande multidão que disputava lugar naquele solo encharcado, todos usavam guarda-chuva, era tanta gente que olhando por cima parecia um tapete, mais de 70 mil pessoas de todas as classes sociais e crenças, o milagre pôde ser visto em uma área de 32 km de distância do local, o que prova que aquela visão não poderia ter sido influência coletiva ou hipnose e se tivesse sido um fenômeno natural, os observatórios astronômicos teriam registrado sem dúvida. Todos que estavam na Cova e em suas proximidades viram o sol bailar no céu, emitindo cores variadas, azul, amarelo, vermelho, etc.

Segundo testemunhas, acorreu um grande avo roso, a maioria das pessoas se ajoelhavam e começaram a confessar seus pecados, crendo que aquilo era o fim do mundo, pois o sol parecia que estava caindo em direção da multidão. Quando tudo acabou, todos tinham se secado e não havia mais lama. Logo começou uma grande ventania, mas que aos olho dos presentes, nada se movimentava com o vento, nem mesmo as arvores.

“Chovia agora como uma torneira que se abre em casa. Chuva! E então, de repente, a chuva parou. O sol começou a rolar de um lugar para o outro e ficou azul, amarelo de todas as cores! Então vimos o sol vir em direção das crianças (3 pastorinhos), em direção da árvore. Todos estavam berrando. Alguns começaram a confessar seus pecados porque não havia padres por  perto.”

“Assim que o sol voltou para sua posição normal, o vento começou a soprar forte, mas as árvores absolutamente não se mexiam. O vento soprou e em alguns minutos a chão estava tão seco quanto este chão aqui. Até nossas roupas tinham secado. Andávamos para cá e acolá e nossas roupas... não sentíamos absolutamente nada.”(testemunha do milagre, que tinhas 17 anos na época - Sr. Diminic Reis, entrevista feita em um programa de televisão em 1960, 43 anos depois do milagre.)  

 Ao ler as entrevistas feitas décadas depois do ocorrido, de algumas testemunhas, é possível ver a grandiosidade do milagre, o quanto elas se emocionam em apenas lembrar do acontecido.
Desde 1917 muitas pessoas que não acreditam ou não querem acreditar que isso foi realmente um milagre, ficam querendo criar explicações, muitos dizem que isso seria impossível pelo fato de que todos os planetas dependem do lugar onde o sol se localiza, um metro a mais ou a menos já faria um grande estrago no planeta Terra ou que se o Sol realmente tivesse girado no céu o mundo inteiro teria presenciado isso. Realmente pensando assim, podemos concluir que o Milagre do Sol foi uma farsa, mas o que muitas pessoas não entendem é que o sol não girou realmente, mas o poder divino fez com que todos que estavam na Cova e suas proximidades vissem um fenômeno sobrenatural que não aconteceria jamais, por isso é que se chama milagre, um acontecimento fora do normal, que não obedece às leis naturais ou da física.

Portugal após o milagre

O milagre do Sol foi um grande dispersor da revolução que acontecia em Portugal desde 1910. Os principais governantes de Portugal naquela época eram Magalhães Lima e Afonso Costa, mas o fundador do partido que se misturava ao ateísmo, era Antonio Maria da Silva, no qual foi o primeiro a se curvar diante do grandioso acontecimento em Fátima. O começo da dispersão da força revolucionaria teve início com a conversão de Antonio, pois queria a reconciliação com a Igreja, por causa disso, sofreu com ataques e insultos de seus ex-aliados.

No dia 22 de outubro de 1917, nove dias depois do milagre, a suposta árvore onde a Senhora de Fátima apareceu foi derrubada pelo governo.

Mas no dia 24 de outubro, o jornal local (O Século) anunciou que as peregrinações na Cova da Iria continuavam e que a árvore derrubada não era a verdadeira, mas sim uma parecida. Enquanto isso o administrador de Fátima, Arthur dos Santos, perdia lugar e chances para assumir algum cargo mais alto, pelo fato de que o milagre estaria enfraquecendo a revolução comunista naquele lugar.

Foi colocado na presidência Sindônio Pais, um erro dos revolucionários, Sindônio deixou que a religião tomasse cada vez mais lugar no país o contrário do plano dos comunistas, por isso foi assassinado.


Em 1922 a capela construída.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Foi o próprio Jesus.


Por Lizandra Danielle

Santa Faustina Kowalska

Irmã Faustina Kowalska
Helena Kowalska, mais conhecida como Santa Faustina, a “apóstola da Divina Misericórdia”, nasceu em 25 de agosto de 1905 na Polônia, em uma família de camponeses muito pobres. Pela falta de condições da família, Helena estudou apenas 3 anos de sua vida, outro relato da pobreza é de que Helena e sua irmãs tinham apenas um bom vestido para ir à Santa Missa, assim, assistiam Missa em horários diferentes para que todas pudessem usar o vestido.

Irmã Faustina é mais uma santa que deixou todas as suas experiências místicas registradas em seu próprio diário. Ela relata em um de seus escritos que, aos 7 anos, recebeu a graça do chamado divino para a vida religiosa, mas se manteve calada por muitos anos. Sua família era contra a ideia de ingressar na vida religiosa, e juntamente com tantos outros obstáculos, a voz de Deus foi sendo cada vez mais sufocada no coração da menina.  Anos se passaram e o desejo de se tornar freira foi de certa forma esquecido. “O chamado contínuo da graça era para mim um grande tormento, porém procurava sufocá-lo com os passatempos. Evitava encontrar-me com Deus intimamente e com toda a alma me abria às criaturas.”

“O dia que mudou minha vida”

Em um belo dia Helena Kowalska daria fim à espera de Jesus. Aos 19 anos, ela e sua irmã Josefina, tinham sido convidadas para ir a um baile. Chegando ao baile, como ela mesma relata em seu diário, começou a sentir fortes tormentos interiores enquanto todos da festa se divertiam. Mas, para tentar afastar esses sentimentos angustiantes começou a dançar e tentar se divertir com seus amigos. Foi então que de repente o próprio Jesus se faz presente. Com olhar triste, despojado de suas vestes, com o corpo chagado, se dirige à Helena e diz:

“Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu me decepcionarás?”

Helena não via e nem escutava nada, seus olhos e ouvidos estavam inteiros apenas para Crucificado de pé ao seu lado. E não parou por aí. Para disfarçar, sentou-se na mesa com a desculpa de que estava sentindo uma forte dor de cabeça e logo que pode se levantou e foi correndo para a catedral de S. Estanislau Kostka, prostrou-se diante do Santíssimo Sacramento e implorou por uma ordem de o que fazer a partir daquele momento. Deus não demorou em atender seu pedido e respondeu com essas palavras:

“Vai imediatamente a Varsóvia (Polônia) e lá entrarás no convento”.

A menina foi para casa, colocou na mala apenas o indispensável, explicou o acontecido para a irmã e para não ser impedida foi para Varsóvia sem se despedir dos pais.

Apóstola da Divina Misericórdia.

Depois de muito procurar por um convento que a aceitasse, Helena ingressou na Congregação das Irmãs da Divina Misericórdia. No convento recebeu nome de Irmã Maria Faustina. Depois de algum tempo vieram experiências místicas extremamente dolorosas. Irmã Faustina passou pela chamada noite escura da alma e depois pelos sofrimentos espirituais e morais relacionados com o cumprimento da missão que havia recebido de Jesus Cristo. Toda sua vida foi acometida a numerosos sofrimentos por ter se oferecido a Deus em sacrifício pelos pecadores, a fim de salvar almas.

No dia 22 de fevereiro de 1931, a Divina Misericórdia se revela à Irmã Faustina. De acordo com os relatos de seu diário, já era noite e a Irmã se encontrava em sua cela quando novamente Nosso Senhor Jesus Cristo se faz presente. Ele estava vestido de uma túnica branca, sua mão direita se erguia como se fosse dar uma benção e a esquerda tocava-lhe o peito de onde saíam dois grandes raios, um branco e o outro vermelho. Como da primeira vez, Irmã Faustina ficou imóvel contemplando o Senhor. “A minha alma estava cheia de temor, mas também de grande alegria.”

Logo depois, Jesus ordenou-a que pintasse a imagem que estava vendo e fizesse com que a imagem fosse venerada em todo mundo.

“Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós.
 ... Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte.
 ... Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia.”(Palavras de Jesus para Irmã Faustina)

A imagem não foi pintada pela Irmã, por falta de habilidade ela entregou essa missão a um artista da cidade, Eugênio Kazimirowski. Por seis meses o pintor recebeu a visita de Faustina uma vez por semana para que o quadro fosse pintado exatamente como ela informava e para tentar acrescentar detalhes ou corrigir imperfeições.

"Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia". (Mensagem de Jesus transmitida a Santa Faustina Kowalska)

“Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu me decepcionarás?”

Por meio da Santa Maria Faustina Jesus Cristo enviou a cada um de nós essa mesma pergunta. Pode ser que não estejamos negando a Ele uma vocação religiosa como ela, mas podemos estar negando muitas outras missões que Deus nos confiou. Cabe a nós saber se necessitaríamos escutar de Jesus essa mesma frase. Cabe a nós estar dispostos a escutar a Sua voz. Cabe a nós recorrer a Sua Divina Misericórdia.


“JESUS EU CONFIO EM VÓS!”

domingo, 27 de abril de 2014

A Virgem de Guadalupe.


Por Lizandra Danielle.
                                       
Situação histórica

O século XVI foi marcado pelo crescimento do Protestantismo. Em 1517 na Alemanha o frade agostiniano Martinho Lutero começou a sua revolta pregando uma lista com 95 teses contra a Igreja Católica na porta da igreja do castelo de Wittenberg, na véspera do dia de Todos os Santos. A partir daí começaram a aparecer vários movimentos reformadores, como os de Huldreich Zwínglio (1484/1531) e João Calvino (1509/1564), ambos na Suíça.

O início do século XVI também é marcado pela invasão e conquista da civilização asteca pelos espanhóis.

Na época das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe a cultura pagã de índios era muito forte na região do México. Muitas tribos costumavam oferecer sacrifícios humanos aos deuses.


O Império Asteca foi responsável pela morte de milhares de homens, mulheres e crianças em rituais cruéis de sacrifícios oferecidos aos deuses e até mesmo aos demônios cultuados, o principal deles denominado Tlacaellel. Alguns rituais foram registrados, o pior deles foi em 1487, quando foram oferecidos 80.000 homens num período de 4 dias, em dedicação do novo templo dedicado ao deus Huitzilopochtli.

*Aparições

Todas as aparições de Nossa Senhora de Guadalupe que aconteceram no México foram escritas na língua Azteca (Nahuatl) por Antônio Valeriano, de origem indígena. Ele relata que um índio da tribo Quauhtlatoatzin, batizado posteriormente com nome de Juan Diego e nascido em 1474, teve a honra de receber a visão e as mensagens de paz da Maria Santíssima. 

Em uma bela manhã de sábado no dia 9 de dezembro de 1531, o índio Juan Diego, foi até um morro chamado Tepeyac, quando, de repente começou a escutar bonitos cantos de passarinho e decidiu ir até o cume. Quando chegou lá avistou uma linda mulher toda revestida de luz cujos raios refletiam em tudo que estava ao seu redor, as plantas pareciam feitas de ouro e prata o lugar onde seus pés se apoiavam tinha a aparência de serem várias pedras preciosas. Segundo Antonio Valeriano ao escrever a história da aparição de Nossa Senhora em Guadalupe na língua da região  -nahua-, a mulher se dirigiu á Juan dizendo as seguintes palavras:

- ”Sabe e entende, tu é o mais humilde dos meus filhos. Eu sou a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra. Eu desejo que um templo seja construído aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os vossos lamentos e remédio todas as vossas misérias, aflições e dores. E para realizar o que a minha clemência pretende, vá ao palácio do Bispo do México e lhe diga que Eu manifesto o meu grande desejo, que aqui neste lugar seja construído um templo para mim. Tu dirás exatamente tudo que viste, admiraste e ouviste. Tem a certeza que ficarei muito agradecida e te recompensarei. Porque Eu te farei muito feliz e digno da minha recompensa, por causa do esforço e fadiga que terás para cumprir o que Eu te ordeno e confio. Observa, tu ouviste minha ordem, meu humilde filho, vai e coloca todo teu esforço.“

Juan não teve medo e logo depois pós-se a fazer o que lhe havia sido pedido pela Mãe Celeste. Caminhou rapidamente até a Cidade do México a procura do Bispo Juan de Zumarraga, de ordem franciscana. Chegando ao palácio do Bispo, pediu para ser anunciado e, momentos depois entrou, e logo se ajoelhou e contou ao Bispo tudo o que vira e ouvira. Infelizmente, o Bispo não lhe deu muito crédito e pediu-lhe para que voltasse outra hora. Muito triste, Juan saiu do palácio e foi direto ao topo da montanha onde a Vigem se encontrava. Numa segunda aparição no morro Tepeyac, o índio pediu à Senhora que mandasse uma pessoa mais importante e bem conhecida em seu lugar para cumprir o que queria, porém Nossa Senhora lhe respondeu:

- ”Escuta, meu filho caçula, deves entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que tu mesmo o faças. Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e com severidade Eu ordeno que voltes novamente amanhã ao Bispo. Tu vais em meu Nome e faze saber meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente dize que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus Vivo, te ordenei.“

Juan ficou muito temeroso em cumprir o que a Virgem lhe havia pedido por se considerar indigno de tamanha confiança, mas, como um bom servo inclinou-se diante Dela e obedeceu-a.

No dia seguinte, dia 10 de dezembro (domingo), o índio foi à missa por volta das 10 da manhã, em seguida foi ao encontro do Bispo que com muita dificuldade o atendeu novamente. Juan ajoelhou-se e implorou para que o Bispo acreditasse nele, pois era uma ordem da Maria Santíssima. Chorando aos pés do Bispo pediu-lhe que construísse um templo onde Ela lhe havia aparecido. O Bispo, porém, fez várias perguntas e concluiu que ele estava muito firme em suas colocações, mas que isso ainda não provava nada. Pediu então que lhe desse um sinal qualquer, só então acreditaria ser ele o enviado da Senhora do Céu.

Quando Juan saiu do palácio o Bispo ordenou a algumas pessoas de sua casa que o acompanhassem até o local onde supostamente teria acontecido a aparição e que o observassem em todo momento. No meio do caminho eles perderam Juan de vista e tiveram que voltar para o palácio onde deram a desculpa que tinham sido enganados pelo índio. Furiosos, o Bispo e seus acompanhantes planejaram castigá-lo, caso ele voltasse contando as mesmas mentiras.

No mesmo dia Juan foi se encontrar com a Senhora para contar que o Bispo estava ordenando um sinal para que sua mensagem fosse provada. Maria então lhe disse:

- ”Muito bem, meu querido filhinho, retornarás aqui amanhã, então levarás ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em ti, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de ti, e sabe, meu querido filhinho, Eu te recompensarei pelo teu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu favor. Vai agora. Espero por ti aqui amanhã.”

Infelizmente quando Juan chegou em casa, encontrou seu tio à beira da morte, pois tinha contraído uma peste. No outro dia não pode ir ao encontro de Maria para levar o sinal para o Bispo, como tinha prometido. No dia 12 de dezembro, foi à procura de um sacerdote para que seu tio pudesse confessar antes da morte e receber a unção dos enfermos. No caminho para a cidade a Senhora lhe apareceu de repente, perguntando o que iria fazer, muito envergonhado de não ter cumprido o prometido Juan explicou toda a situação. Maria, com suas meigas palavras lhe prometeu a cura de seu tio: não era mais necessário procurar um sacerdote.

Muito feliz com a notícia, Juan Diego pediu a Senhora que lhe desse o sinal:

- “Sobe, meu caçula, ao topo da montanha; lá onde Me viste e te dei a ordem, encontrarás diferentes flores. Corta-as, junta-as, então volta aqui e traze-as em minha presença”. »

Quando Juan chegou ao topo da montanha ficou muito espantado com tantas variedades de flores, algumas que nunca nem tinha visto, uma mais bonita que a outra. O mais espantoso foi ver aquelas lindas flores brotarem do chão em pleno inverno e em um solo nem um pouco favorável. Cortou todas que foi possível e colocou em seu tilma (um manto de material frágil que era comumente usado pelos índios da região).

Voltou ao lugar onde estava Nossa Senhora e mostrou a Ela as flores, Ela as tocou e ordenou que as levasse ao Bispo.

Quando chegou ao Bispo mostrou todas aquelas flores; todos que estavam na sala ficaram todos impressionados por estarem vendo flores frescas fora de época. Juan pediu que fosse construído um templo no lugar onde as flores tinham sido colhidas. Quando ele abriu totalmente o tilma apareceu subitamente à imagem de Maria Santíssima exatamente como ele a via. Todos os presentes ficaram espantados com tamanho milagre.

*Os significados da imagem

·        A imagem mostra Nossa Senhora iluminada por uma luz que vem por trás Dela, dando a impressão que seja o sol, lembrando a passagem da Bíblia onde diz que existe uma mulher revestida de sol. Também simboliza a grandeza e a vitória do Deus verdadeiro em comparação com o deus sol adorado pelos índios.

·    Também pode ser observada a lua nos pés de Maria. Na cultura dos índios existia a adoração a um deus que era figurado pela lua encrespada. A Senhora sobre a lua significa a vitória sobre o falso deus.
·   O manto azul naquela época era sinal de virgindade, realeza e usado pelas deusas adoradas pelos índios. As estrelas encontradas no manto representam exatamente o modo em que o céu estava no dia 12 de dezembro em 1531.
·    A cabeça inclinada de Maria simboliza o poder que está por trás dela (Deus verdadeiro), porque os deuses e deusas que os índios adoravam sempre eram representados com a cabeça inclinada olhando seus adoradores nos olhos para mostrar a eles seus poderes. Não podemos nos enganar com a ideia de que Maria queria passar-se por uma deusa, mas sim que todo o poder encontrado, provém do Deus Salvador.
·     O Coração nas costas da mão representa o Coração Imaculado de Maria. Nas aparições em Fátima também aparece o mesmo sinal, o que mostra que são eventos relacionados. E como sempre as mãos de Maria estão postas, pedindo penitências e muita oração. Entre as mãos se encontra uma chave, que simboliza a grande força encontrada em uma oração, ligando então os pecadores à porta do Reino dos Céus.

Além de todas essas simbologias apresentadas aqui, existem muitos outros sinais mais complexos que representam: o Espírito Santo; Abraão; os Reis Davi e Salomão; o profeta Daniel; a maternidade de Maria; Maria, Mãe de Deus; Natividade de Jesus; apresentação do Menino Jesus no Templo; a Última Ceia; um rosto de duas caras representando Judas e o demônio; agonia de Jesus no Horto; flagelação de Jesus; a Cruz; a Sagrada Face.

*Desafiando a Ciência

Imagem se encontra na Basílica de
N. Sra. de Guadalupe no México
A tilma usada por Juan onde se encontra a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe foi confeccionado com uma fibra vegetal de ayate, — tela rala de fio de magüey, uma espécie de agave potule zacc mexicana. Trata-se de um material muito frágil que, geralmente se decompõe com 20 anos, mas essa é extremamente especial, mesmo exposta a todos os componentes e agentes naturais do ar (umidade, calor, microorganismos, poeira, etc.) já se passaram séculos e ela continua intacta por algum motivo inexplicável.

Alguns cientistas sugeriram que a tinta encontrada na imagem poderia ser uma proteção contra os agentes naturais. Então foi enviada uma amostra da imagem para ser analisada pelo cientista alemão que já havia ganhado o prêmio Nobel de Química, Richard Kuhn. E mais uma descoberta fantástica! A “tinta” do manto não tem origem nem ao reino vegetal, animal ou mineral, como isso é possível?

A imagem foi submetida a mais análises por 2 estudiosos, doutor Calagan, da NASA, e o professor Jody B. Smith, catedrático de Filosofia da Ciência no Pensacolla College. Fizeram análises fotográficas com raios infravermelhos e chegaram a várias conclusões impressionantes.

·  O ayate não possui preparação alguma, o que torna inexplicável, à luz dos conhecimentos humanos e que qualquer tipo de corante ou tinta impregne e se conserve em fibra tão inadequada.
·   Não foi encontrado nenhum tipo de esboços prévios, como os descobertos pelo mesmo processo nos quadros de Velázquez, Rubens, El Greco e Ticiano. A imagem foi pintada diretamente, tal qual a vemos, sem esboços nem retificações.  
·   Não há nenhum traço de pincel, uma técnica empregada que é desconhecida pelo homem. É inusitada, incompreensível e irrepetível.

* Os olhos da imagem

Depois de anos de pesquisas, foi detectado que os olhos da imagem refletem imagens como se estivessem vivos no momento em que apareceu subitamente na tilma, imitando o olho de uma pessoa. È refletido exatamente a cena que é narrada do momento exato em que o índio Juan Diego abriu manto onde se encontrava as flores.

Vários oftalmologistas examinaram a figura e relataram que os olhos da imagem possuem todas as características do olho de um humano vivo e quando examinados são extremamente vivos e reais.

A cena encontrada nos olhos da imagem é, um índio no ato de desdobrar o manto, um homem com a mão na barba branca olhando diretamente para o manto com o rosto de surpresa (com as características do bispo da época comparado com os retratos existentes dele), uma família com seis pessoas contendo crianças, alguns religiosos usando o hábito franciscano, uma mulher negra no canto (provavelmente alguma serviçal do bispo) e outro índio se posicionando para oração.

Para que essa cena fosse percebida foi necessária a ampliação de mais de 2000 vezes, ou seja, seria impossível alguém pintar algo desse tamanho.

*As lágrimas de Nossa Senhora

No ano de 1994, a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe misteriosamente derramou lágrimas de óleo.

Maria nos ensina que não é mãe apenas de quem é católico, mas de todas as pessoas. Não importa a religião, tribo, raça ou se acreditam ou não nela. Ela se manifesta para que todo tipo de ofensa ao teu Filho seja destruída, informando o que é desagradável a Deus e também para a proteção de seus filhos aqui na terra, condenando os sacrifícios que eram oferecidos a deuses indígenas na região do México.

Nenhum católico é obrigado a acreditar na história contada. A Igreja nos dá a liberdade para crer ou não crer, por se tratar de uma revelação particular.

Mesmo com todas as mensagens de Nossa Senhora no México, a situação dos cristãos e, principalmente, católicos, foi ficando cada vez mais precária. No século XX as perseguições contra os católicos só aumentaram. Entre 1922 e 1930 todas as propriedades da Igreja foram confiscadas. O uso da batina (mortuária) pelos padres na rua era proibida, nenhuma religião cristã pode possuir algum tipo de emissora de rádio ou TV, a pouco tempo a Igreja conseguiu com muita dificuldade uma emissora de TV via cabo.

Por mais que a Nossa Mãe Celeste se esforce para nos avisar e proteger, as ações do maligno continuam dando frutos na sociedade em que vivemos e aumentará cada vez mais se continuarmos com os braços cruzados. 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Santo Antônio e seus Milagres.

Por Lizandra Danielle

Contarei 5 dos muitos milagres intercedidos por Santo Antônio: 

O poder da Eucaristia

Num dia qualquer do ano de 1227, como de costume, Fernando Martins de Bulhões, mais conhecido com Santo Antônio, pregava em Toulouse, sul da França. O tema era sobre a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

No meio de uma grande multidão, levantou-se um senhor dizendo ser mentira tudo aquilo que o santo dizia. Além de caluniá-lo, o homem o desfiou:

- O Senhor pode discursar durante horas, mas a verdade é que os fatos reais estão contra seus argumentos. É impossível que Cristo esteja presente na Hóstia Consagrada. Se Cristo está presente nesta Hóstia, sua presença deveria ser sentida por todas as criaturas viventes. Lanço-lhe, portanto, um desafio: na próxima missa trarei a minha mula. Estaremos aqui diante da Hóstia e, se a mula se ajoelhar, acreditarei no senhor e na sua fé.

Santo Antônio confiando em sua fé aceitou o desafio, pois sabia que Deus não o abandonaria e lhe daria como presente um milagre para provar a presença do Jesus Cristo na Hóstia consagrada. O homem saiu rindo e zombando de Antônio porque tinha a plena certeza que aquilo que havia proposto nunca aconteceria.

O homem que fez o desafio ao futuro santo deixou sua mula isolada dos outros animais e amarrada sem água e sem comida durante 3 dias. No dia combinado, o animal estava muito violento por conta do isolamento e da fome. Mesmo assim, foi com o dono para a missa. Apareceram muitas pessoas na praça, algumas foram pela missa e outras apenas para conferir se a mula iria ou não ajoelhar-se diante da Eucaristia.

O Santo chegou com o Santíssimo Sacramento, todos se ajoelharam. O homem e sua mula foram levados diante Dele, então, santo Antônio levantou a Hóstia no mais alto diante da mula e ao mesmo tempo seu dono colocou uma vasilha com comida e água na frente do animal, milagrosamente a mula que estava agitada se acalmou, não deu importância para a comida e ajoelhou-se diante de Jesus Cristo Eucarístico.

Todos ficaram espantados e admirados, foram ouvidos gritos, choros, cantos e rezas. Muitos incrédulos como o dono do animal, se converteram ao catolicismo. O homem imediatamente se ajoelhou pedindo perdão e a conversão.

Pregando aos peixes

Na cidade de Rimini, conhecida por ter muitos moradores hereges, apareceu frei Antônio com a intenção de fazer pregações. O frei subiu ao púlpito da cidade e começou a chamar as pessoas para o escutarem, mas, como já era previsto quase ninguém parou para escutá-lo. Os que deram atenção a Antônio foram tocados pelas palavras do frei que estava coberto da inspiração Divina. Frei Antônio, não muito satisfeito saiu para fazer oração pedindo a Deus a conversão de todos os habitantes daquela cidade.

Dirigiu-se para as praias do mar Adriático e clamou aos peixes que louvassem seu Criador. De uma forma fantástica e milagrosa, começaram a aparecer peixes de todos os tamanhos que colocavam a cabeça para fora da água para escutar a pregação do frei Antônio. As pessoas que estavam ao redor ficaram maravilhadas e assustadas. A notícia logo se espalhou pela cidade e muitos hereges se converteram.

O Dom da Bilocação

Frei Antônio foi convidado para entoar a Aleluia na missa da Igreja do convento franciscano no domingo de Páscoa. Com muitas ocupações, no dia da Páscoa o frei se esqueceu do convite que havia recebido. No mesmo horário ele estava celebrando na catedral da cidade, e no meio de sua pregação, lembrou do compromisso que tinha assumido com o convento franciscano. Então, parou por um momento, como se fosse uma estátua, todos ficaram olhando e se perguntando, o que ele estava fazendo. Depois de um breve tempo voltou a pregar. Até ai tudo bem. Mas um dia depois começaram a comentar na cidade que ele teria estado no convento na mesma hora em que estava celebrando a missa. Um fato extraordinário como muitos outros, que só aumentavam sua fama de santidade.

Controlando o Tempo

Noutro dia, Frei Antônio pediu licença para pregar na igreja da cidade de Limoges. Como já era muito conhecido por aquela região apareceram muitos fieis, quantidade que nem sequer caberia na igreja. Foram então todos para a praça.

Estava chegando a hora da pregação. Centenas de pessoas aglomeraram-se ansiosas para escutar as palavras de salvação Frei Antônio, famoso por sua eloquência. De repente, o céu começou a escurecer, muitas nuvens pesadas, muitos trovões e raios, a multidão já estava se aprontando para ir embora, mas o Frei pediu atenção a todos e disse que não era para ninguém se preocupar com a chuva e que ele garantia que a pregação seria feita normalmente.

Horas depois a pregação acabou e no momento em que todos estavam saindo da praça, perceberam que tudo estava muito molhado apenas a praça estava seca.

Salvando o pai de um julgamento errado.

Na cidade onde o pai de Frei Antônio, Martinho de Bulhões morava, aconteceu um assassinato perto de sua casa. Para esconder o corpo e não deixar pistas, os assassinos enterraram o corpo no quintal de Martinho enquanto ele estava fora. Tempos depois o corpo foi descoberto pela Justiça, para a surpresa tanto do proprietário quanto de todos os vizinhos e familiares. Martinho foi preso por assassinato durante 15 meses. No julgamento estava previsto que ele seria condenado à morte. Frei Antônio sabendo desse perigo que o pai corria logo se preparou para ir defender o pai no julgamento.

No dia do julgamento, Frei Antônio saiu do convento em Pádua e misteriosamente apareceu no tribunal em Lisboa e tomou a defesa do pai. As pessoas estranharam a presença do Frei em uma cidade tão longe de seu convento.

Frei Antônio defendeu seu pai como advogado, falou muito bem como em suas pregações, mas infelizmente não convenceu o juiz, as provas contra Martinho eram muitas. Não desistindo de salvar o pai o frei pediu ao juiz que fosse ao cemitério com ele, visitar o túmulo da vítima para que o cadáver fosse interrogado. Todos os presentes começaram a rir, mas, por curiosidade o juiz atendeu ao pedido do frei achando que ele não seguiria em frente com esse plano impossível de “interrogar a vítima”. O túmulo foi aberto e do morto restavam apenas os ossos. Frei Antônio manda que ele [o morto] se levante em nome de Deus e diga se seu pai era o culpado por sua morte. Milagrosamente o cadáver se levantou e disse em alto e bom som que Martinho de Bulhões não estava manchado com seu sangue e que era inocente. No instante seguinte, o cadáver se deitou na posição que estava. Logo depois Frei Antônio se despediu do pai e sumiu do mesmo modo que apareceu.

Santo Antônio de Pádua, um incorrupto?

Aparelho vocal de Sto Antônio de Pádua
No dia 8 de abril em 1263, as autoridades do Vaticano, depois da canonização de Santo Antônio, foram fazer o reconhecimento de seus restos mortais. A maior parte do corpo do santo já tinha se decomposto, restavam os ossos, mas, para surpresa geral, todo o aparelho vocal do santo estava intacto: a língua, parte do queixo e as cordas vocais. Assim continuam até hoje.

Juntamente com essas partes do corpo, restos da túnica que ele usava e também uma caixa pequena onde se guardava panos da época estavam no túmulo em ótimo estado séculos depois.

E por que Deus teria escolhido o aparelho vocal de Santo Antônio?

Pelo simples fato de que ele usou a voz que Deus lhe deu, para fazer nascerem bons frutos em solos que antes eram apenas areia. Ele conseguiu converter multidões apenas com suas palavras. Esse dom que lhe foi dado, por ele não foi desperdiçado.

E você? Está usando bem os dons que Deus lhe deu?

FONTES: