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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A Jornada da Misericórdia – parte II.

Por Pedro Brasilino

Misericordias Domini in aeternum cantabo.

Na próxima JMJ, com data prevista para de 25 de julho a 1º de agosto de 2016, Deus no concederá a imensa graça de cantarmos e refletirmos sobre a Sua imensa Misericórdia. Na Igreja nada é meramente por obra do acaso, e assim se confirma no tempo a inspiração do Espírito Santo de Deus, dado a nós por seu amor e misericórdia. Isto é, o tema geral da Jornada Mundial da Juventude não poderia ter uma sede/casa mais apropriada do que na cidade de Cracóvia, Polônia, uma vez que a devoção da Divina Misericórdia tem origem nesta cidade sob a revelação de Jesus a Ir. Faustina. Outro fato que ajuda a compor a justificativa da escolha feita pela Santa Sé é a canonização de João Paulo II, em 27 de abril de 2014, domingo da Divina Misericórdia, onde também será canonizado o servo de Deus e beato João XXIII.

“Creio que também nós somos esse povo que, por um lado, deseja ouvir Jesus, mas − por outro lado − algumas vezes tem a vontade de dar uma surra nos outros, de condená-los. No entanto a mensagem de Jesus é a misericórdia. Para mim − digo isso com humildade − a mensagem mais forte do Senhor é a misericórdia”. Homilia do Papa Francisco no dia 17 de março de 2013 na Paróquia de S. Ana, no Vaticano.

A celebração tem relação com o fato ocorrido no ano de 1931, quando Jesus Cristo teria aparecido à religiosa Ir. Maria Faustina Kowalska, da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia, na Polônia. Ele a incumbiu de relançar no mundo a mensagem da sua misericórdia e pediu a instituição da Festa da Divina Misericórdia. O arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtila, que mais tarde seria o papa João Paulo II, estudou os diários de Maria Faustina, conduziu o seu processo de beatificação e, mais tarde, de sua canonização. A solenidade da canonização realizou-se no II Domingo da Páscoa, que papa João Paulo II instituiu então como a Festa da Misericórdia para o mundo inteiro.

Trecho da homilia pronunciada por João Paulo II no dia 30 de abril de 2000 no Vaticano, durante a canonização da ir. Faustina Kowalska:

“É deveras grande a minha alegria, ao propor hoje à Igreja inteira, como dom de Deus para o nosso tempo, a vida e o testemunho da irmã Faustina Kowalska”.

“A canonização da irmã Faustina tem uma eloquência particular: mediante este ato quero hoje transmitir esta mensagem ao novo milênio. Transmito-a a todos os homens para que aprendam a conhecer sempre melhor o verdadeiro rosto de Deus e o genuíno rosto dos irmãos”.

“Com efeito, não é fácil amar com um amor profundo, feito de autêntico dom de si. Aprende-se este amor na escola de Deus, no calor da sua caridade. Ao fixarmos o olhar n'Ele, ao nos sintonizarmos com o seu coração de Pai, tornamo-nos capazes de olhar os irmãos com olhos novos, em atitude de gratuidade e partilha, de generosidade e perdão. Tudo isto é misericórdia!”

 “E tu, Faustina, dom de Deus ao nosso tempo, dádiva da terra da Polônia à Igreja inteira, obtém-nos a graça de perceber a profundidade da Divina misericórdia, ajuda-nos a torná-la experiência viva e a testemunhá-la aos irmãos! A tua mensagem de luz e de esperança se difunda no mundo inteiro, leve à conversão os pecadores, amenize as rivalidades e os ódios, abra os homens e as nações à prática da fraternidade. Hoje, ao fixarmos contigo o olhar no rosto de Cristo ressuscitado, fazemos nossa a tua súplica de confiante abandono e dizemos com firme esperança: “JESUS CRISTO, EU CONFIO EM VÓS”.

“Amo a Polônia de maneira especial e, se ela for obediente à Minha vontade, Eu a elevarei em poder e santidade. Dela sairá a centelha que preparará o mundo para a Minha Vinda derradeira” (Diário, 1732).

O único Papa polonês da história da Igreja, Karol Wojtyla, governou a Igreja de 1979 a
2005 tendo sido beatificado em maio de 2005. O primeiro milagre para a beatificação foi da cura de uma freira francesa, Marie Simon-Pierre, com Parkinson. O segundo milagre, aprovado para a canonização foi de uma mulher de Costa Rica, Floribeth Mora, curada de um coágulo no cérebro. O milagre foi escolhido entre mais de 200 curas atribuídas a João Paulo II.

            No site, embora ainda não esteja no ar a versão em português, é possível encontrar desde já informações sobre os dois maiores santuários da cidade, um dedicado ao beato João Paulo II e o outro à Divina Misericórdia em Lagiewniki, além de dados históricos e atuais sobre a arquidiocese de Cracóvia e uma breve biografia com fotos do papa polaco.

Os jovens católicos do mundo inteiro têm um encontro marcado na terra natal do criador da JMJ reunidos entorno do sucessor de Pedro e da reflexão sobre a Misericórdia de Deus. Rezemos para que os jovens do mundo possam mais uma vez dar o testemunho de amor a Igreja de Cristo e ao Seu Divino projeto gritando uníssonos: “JESUS, EU CONFIO EM VÓS”.

Fontes:

domingo, 15 de dezembro de 2013

A Jornada da Misericórdia – parte I.

Por Pedro Brasilino

Não por acaso o Vaticano anúncio que a misericórdia foi escolhida como tema da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) católica prevista para julho de 2016, em Cracóvia. "O Papa Francisco escolheu três temas para as próximas edições das jornadas mundiais, que marcam as etapas de preparação espiritual, que, no espaço de três anos, vão levar à celebração internacional prevista para Cracóvia (Polônia), em julho de 2016", explica o comunicado da Santa Sé.
“Creio que também nós somos esse povo que, por um lado, deseja ouvir Jesus, mas − por outro lado − algumas vezes tem a vontade de dar uma surra nos outros, de condená-los. No entanto a mensagem de Jesus é a misericórdia. Para mim − digo isso com humildade − a mensagem mais forte do Senhor é a misericórdia”. (Trecho da homilia do Papa Francisco no dia 17 de março de 2013 – Paróquia de S. Ana, no Vaticano.)
O Vaticano informou que a pobreza espiritual, outro tema caro ao Papa argentino, será o tema da edição de 2014. Jovens católicos serão convocados a meditar sobre a bondade de Jesus, em seu "Sermão da Montanha" narrado pelo evangelista Mateus: "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque o reino dos céus é deles" (Mt 5,3). Já na edição de 2015, eles meditarão sobre a pureza do coração: "Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus" (Mt 5,8). Finalmente em 2016, em Cracóvia, o tema de reflexão será: "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia" (Mt 5,7).
Os três temas são extraídos das Bem-aventuranças do Evangelho escrito por Mateus. No Rio de Janeiro, o Papa Francisco pediu aos jovens, “de todo coração”, que lessem novamente as Bem-Aventuranças para delas fazer um concreto programa de vida: “Olhe, leia as Bem-Aventuranças, que lhe farão bem!” (cf. Encontro com os jovens argentinos na Catedral de São Sebastião, 25 de julho de 2013).
            Realmente a reflexão acerca da Misericórdia não poderia ficar fora da edição polonesa da JMJ, e um dos motivos da inserção do tema é que Santa Irmã Maria Faustina Kowalska (1905-1938) “a secretária da misericórdia” tem uma intima relação com a cidade escolhida como sede, tendo realizado o seu noviciado em Cracóvia e foi ali que, na presença do bispo Estanislau Rospond, professou tanto os primeiros votos religiosos como, passados cinco anos, os votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência. Trabalhou em diversas casas da Congregação, porém permaneceu mais tempo em Cracóvia (Polônia), Vilna (Lituânia) e Plock (Polônia), exercendo as funções de cozinheira, jardineira e porteira.
“És a secretária da Minha misericórdia. Eu te escolhi para essa função nesta e na outra vida” (Diário, 1605). “A tua tarefa é escrever tudo que te dou a conhecer sobre a Minha misericórdia para o proveito das almas, que lendo estes escritos experimentarão consolo na alma e terão coragem de se aproximar de Mim” (Diário, 1693).
            Em 1943, passados dez anos desde o surgimento da primeira imagem de Jesus Misericordioso em Vilna (Lituânia) e cinco anos da morte de Faustina em Cracóvia Polônia, apresentou-se à Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia em Cracóvia − Lagiewniki o artista pintor Adolfo Hyla, com a proposta de pintar algum tipo de imagem e de oferecê-la à capela das irmãs como um voto de agradecimento em razão de sua família ter saído incólume dos acontecimentos da guerra.
Para a escolha do tema não se pode deixar de lado a forte figura do Beato João Paulo II, que teve um papel fundamental para a confirmação da autenticidade da mensagem de Irmã Faustina. Desse modo – no dia 30 de abril de 2000 na cidade do Vaticano, Praça de S. Pedro – proclamava a Irmã Faustina Kowalska santa e digna de veneração, em razão de sua vida devotada à mensagem de Jesus Misericordioso.
“Abri o Meu Coração como fonte viva de misericórdia; que dela tirem vida todas as almas, que se aproximem desse mar de misericórdia com grande confiança. Os pecadores alcançarão justificação, e os justos serão confirmados no bem” (Diário, 1520).

“A conversão e a perseverança são uma graça da Minha misericórdia” (Diário, 1577).
“As graças da Minha misericórdia coIhem-se com o único vaso, que é a confiança. Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá” (Diário, 1578).

           
O Papa Francisco apresenta aos filhos da Igreja dispersos pelo mundo um caminho de reflexão com duração de três anos, e que culminara na JMJ sediada em Cracóvia. O Pontífice nos convida a meditar sobre a grandeza de Deus e da Misericórdia de seu Divino Filho, que vence todo mal. Queira Deus que debruçados sobre a imagem de Jesus Misericordioso possamos nós, também, possamos a exemplo de Irmã Faustina sermos secretários da mensagem de Deus no mundo.

“Esses dois raios jorraram das entranhas da Minha misericórdia quando na Cruz o Meu coração agonizante foi aberto pela lança” (Diário, 299). “Eu vi saindo da Hóstia esses dois raios tais como na imagem, que se uniram estreitamente, mas não se misturaram...” (Diário, 344).
            No próximo texto adentraremos mais um pouco na reflexão e conhecimento da mensagem confiada por Jesus a Irmã Faustina, mas por agora rezemos para que o Senhor nos ajude a deixar penetrar a mística da misericórdia e que desse modo possamos ser reflexos fiéis da bondade de Deus.

Referências:

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

JMJ, Filha da Tradição Apostólica da Santa Igreja de Cristo.

Por Pedro Brasilino.

            A Jornada Mundial da Juventude não tem o objetivo de reinventar a roda. Em outras palavras, a sua realização não deve ser confundida como um movimento distinto ou apartado da tradição da Igreja. Desse modo, também não pode ser percebida como um marco isolado de ação reformadora. De outro modo, se realmente cremos que o Espírito Santo realiza tudo em todos, sendo a fonte ininterrupta de vivificação e inspiração para a Igreja, teremos que admitir a razão para qualificar a JMJ como parte da história do povo de Deus e do projeto de salvação.

            A Jornada nasceu dentro de um contexto, e é importante que tenhamos plena consciência dessa realidade.

“No dia 26 de agosto deste ano, celebrou-se o 35º aniversário da eleição à cátedra de Pedro do Papa João Paulo I. Na época, o Cardeal Albino Luciani era patriarca de Veneza e escolhendo o nome de João Paulo I em homenagem a dois de seus predecessores – os Papas João XXIII e Paulo VI – falecido 20 dias antes. Seu pontificado durou somente 33 dias, João Paulo I foi encontrado sem vida na manhã de 28 de setembro de 1978. Em sua única rádio mensagem, Urbi et Orbi, João Paulo I reafirmou à Igreja que seu primeiro dever é o da evangelização. Em suas quatro audiências gerais, abordou o tema da humildade, da fé, da esperança e da caridade.”
(Trecho da única rádio mensagem do Papa João Paulo I, domingo, 27 de Agosto de 1978.)

Com esta fé, prosseguiremos. A ajuda de Deus não nos faltará, segundo a promessa indefectível: Eu estarei sempre convosco todos os dias, até ao fim do mundo (Mt., 28, 20). A vossa correspondência unânime e a solícita colaboração de todos aliviarão o peso do nosso múnus quotidiano. Iniciamos esta tremenda missão, com a consciência do caráter insubstituível da Igreja Católica, cuja imensa força espiritual é garantia de paz e ordem, e, como tal, está presente no mundo, sendo como tal reconhecida. O eco que a sua vida produz no mundo todos os dias é testemunho de que, apesar de tudo, ela está viva no coração dos homens, mesmo daqueles que não partilham a sua verdade e não aceitam a sua mensagem. Como disse o Concílio Vaticano II, "destinada a estender-se a todas as regiões, a Igreja entra na história dos homens, ao mesmo tempo que transcende os tempos e as fronteiras dos povos. Caminhando através de tribulações, a Igreja é confortada pela força da graça de Deus, que lhe foi prometida pelo Senhor, a fim de que, por causa da fraqueza da carne, não se afaste da perfeita fidelidade, mas permaneça esposa digna do seu Senhor e não cesse de renovar-se sob a luz do Espírito Santo, até que, por meio da Cruz, chegue à luz que não conhece ocaso" (Lumen Gentium, 9). Segundo o plano de Deus, que "convocou todos aqueles que olham com fé para Jesus, autor da salvação e princípio de unidade e de paz", a Igreja foi constituída por Ele, "a fim de ser para todos e para cada um o sacramento visível desta unidade salvífica".

            Após o pontificado relâmpago de pouco mais de um mês de Albino Luciani, numa segunda-feira, 16 de Outubro de 1978, foi anunciada a eleição do novo Sumo Pontífice, Karol Wojtyła, com o nome João Paulo II, 264° Papa da Igreja Católica. No dia seguinte, 17 de outubro, proferiu a sua primeira rádio mensagem Urbi et Orbi:

Oh profundidade da sabedoria e da ciência de Deus! Quão imperscrutáveis são os seus juízos e inacessíveis os seus caminhos! (Rom. 11, 33). De fato, quem poderia prever, depois da morte do inolvidável Paulo VI, também o prematuro desaparecimento do seu amável sucessor João Paulo I? E como poderíamos Nós prever que a formidável herança deles passaria para os Nossos ombros? Por isso, devemos meditar sobre o misterioso desígnio de Deus, providência e bondade, e não já para compreender mas sim para adorar e orar. Sentimos, na verdade, dever repetir a invocação do Salmista que, levantando os olhos, exclamava: Donde me virá o auxílio? O meu auxilio vem do Senhor (Sl. 120, 1-2).

            O pontificado de João Paulo II foi marcado por muitos acontecimentos de grande peso na história da humanidade, entres esses fatos cabe um destaque para as questões políticas e econômicas. Sua maneira de fazer e dizer fizera com que se tornasse uma referência nos diversos temas.

Aconteceu que entre 1982 e 1984 o Papa se reuniu com vários grupos jovens que peregrinaram até Roma. Foi então que em 1984 celebrou-se na Praça São Pedro, no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude, por ocasião do Ano Santo da Redenção. Na ocasião, o Papa entregou aos jovens a Cruz um dos principais símbolos da JMJ. Em 1985 o João Paulo II escreve a Carta Apostólica aos jovens e do mundo por ocasião do Ano Internacional da Juventude.

Trecho da Carta, supracitada:

"Estejam sempre prontos a dar razão da vossa esperança a quem vós pedir." ( 1 Pedro 3: 15). Estes são os votos que dirijo a vocês, jovens. O ano de 1985 foi proclamado pelas Nações Unidas como o Ano Internacional da Juventude. Em primeiro lugar isto é de grande importância para vós, para todas as gerações, para cada pessoa, para as comunidades e para a sociedade. É também de particular importância para a Igreja, enquanto depósito de verdades e valores. [...] Igreja atribui especial importância ao período da juventude como uma etapa fundamental na vida de cada homem.”

O Encontro Internacional dos Jovens em Roma realizou-se em março e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude. Desde então o evento se realiza diocesanamente todos os anos e internacionalmente com intervalos de 2 ou 3 anos.

A JMJ tem um história dentro da história da Igreja, assim já foram 28 jornadas, 11 países, 3 pontífices etc. Que o Senhor no auxilie para que possamos sempre servir a sua Santa Igreja, confiantes que somos herdeiros de um projeto de salvação que é inspirado pelo seu Divino Espírito.


Referências:

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Somos todos peregrinos.

Por Pedro Brasilino

Na mensagem dirigida aos peregrino em Roma nos dias de sua renúncia, Bento XVI disse que, em poucas horas não seria mais o Papa, "mas um simples peregrino encerrando seu caminho nesta terra". Em outro momento público disse, "não abandono a cruz, sigo de uma nova maneira com o Senhor Crucificado, sigo a seu serviço no recinto de São Pedro". Bento XVI em sua humildade nos ensina que somos peregrinos por vocação Divina e é, precisamente, Deus quem deve nos mostrar o nosso lugar na Igreja e no mundo.

A primeira Jornada Mundial da Juventude, realizada em Roma em 1986, teve como lema "Estejam sempre preparados para responder a qualquer um que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês"(1Pd 3, 15). A JMJ surgiu como um vento forte do Espírito Santo de Deus, sob o pontificado de João Paulo II, e agora no ano em que completará 30 anos de existência, em 2016 Cracóvia-Polônia, a festa dos jovens católicos tem viagem marcada para visitar a terra do pontífice precursor da JMJ.

O fato é que somos todos peregrinos, como bem nos ensinou o nosso agora Papa Emérito Bento XVI, e de certo modo a Jornada nunca acaba, apenas muda de sede – e de vez em quando de Papa. Desse modo, em cada edição nos diferentes países, promovem um ambiente precioso para que cada peregrino descubra ou confirme seu lugar a serviço do recinto de São Pedro.

No Rio de Janeiro, na edição desse ano, vimos um Papa recém conhecido e oriundo de um lugar muito próximo – a Argentina – e que teve a imagem na mídia rapidamente estabelecida com grande aprovação. A JMJ em sua vigésima oitava edição tomou corpo dentro da realidade da Igreja de Cristo e tornando-se mais do que a forma da Igreja falar com o jovem, mas, sobretudo, tornou-se uma forma alegre e eficiente do jovem falar e dar testemunho de sua vivência e amor pela Igreja.

De forma inequívoca o Papa Francisco destinou buscar doar-se aos outros e evangelizar sem medo, foi a missão dada a todos os jovens durante a homilia da Missa de Envio da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro. "Não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho, a sua fé", disse.

De acordo com o Santo Padre, O Senhor convida os jovens a serem discípulos em missão! “Ide, sem medo, para servir”, ensinou. "Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido por vocês!", completou. O Papa Francisco disse ainda que o Senhor envia os jovens às outras pessoas para que possam levar o Cristo a todos, inclusive aos que parecem mais distantes e mais indiferentes. "O Senhor procura a todos, quer que todos sintam o calor da sua misericórdia e do seu amor", explicou.


A Jornada Mundial da Juventude é fruto da tradição inserida na história e da Divina Providência do Senhor, é uma realidade tangível da ação do Espírito Santo na Igreja de Cristo. O exemplo do nosso Papa Emérito nos ajuda a entender que devemos escutar o chamado do Senhor, a fim de realiza-la. Qualquer um que se sinta chamado a estar na Polônia, em 2016, deve começar sua preparação o quanto antes. Contudo, o mais importante é percebermo-nos todos peregrinos caminhando corajosamente sem jamais abandonar a cruz e seguindo sempre com o Senhor Crucificado.